A vida é o mais fantástico dos fenômenos. Afinal, qual a prova mais contundente da existência de uma divindade? Qual a prova que Deus existe? Para mim, é a vida a prova de que há algo misterioso que nos ronda e favorece. Quem nunca se permitiu filosofar por um único instante que seja? Já tive aquelas perguntas intrigantes que nos invade a mente sem pedir licença, tais como: “Quem sou eu?” ou “Por que estou aqui?”. Uma resposta possível e que alguns defendem, é a ideia de que tudo é obra do acaso. Mas é uma resposta injusta. Seria a constatação de que a fortuna ou sorte prepondera sobre a virtude ou mérito.Eu sou fascinado pelo acaso. Mas, torço com todas as minhas forças para que ele não seja o vitorioso nesse debate. Mas qual a razão desse meu posicionamento? A razão é simples. Se tudo que somos é fruto do acaso, de combinações aleatórias concatenadas por nexos forçosos de causalidade, estamos condenados a uma vida imprevisível, intuitiva e insegura. Tudo o que somos e conquistamos seria fruto da sorte, um produto de infinitas escolhas anteriores de toda a humanidade. Não quero isso para mim.
Quero a minha vida por méritos. Ouso desejar merecer a vida que me é permitida. Amo minha família, tenho os melhores amigos e isso me permite uma vida de boas memórias calcadas em grandes histórias. E a minha mãe? O que seria sem ela? Não seria. Sua influência em minha vida é deveras evidente que falar tudo é falar pouco. Não falar é tão frustrante quanto essa tentativa de poucas linhas. Minha mãe sempre me permitiu sonhar, nunca ouvi dela que algo não seria possível. Porém, ela nunca se esqueceu de me alertar que nada é fácil. Fez-me crer em princípios e duvidar dos fins. Minha mãe fomentou em mim a ideia de que sou livre para efetuar minhas escolhas, mas que devo ser capaz de assumir as responsabilidades decorrentes. Minha mãe me mostra que a paciência e tolerância são armas das mais eficientes para se encontrar um estado de bem viver. Minha mãe me ensina que estudar, refletir e pensar me leva a compreender melhor o mundo e me torna uma pessoa mais feliz. Minha mãe me prova que a juventude é um estado de espírito.
Em verdade, o que quero é estar onde estou e ciente de minhas limitações e de muitos defeitos que carrego em minhas condutas. Mas, grato por merecer os fardos e prêmios de minha existência. Como disse, anseio merecer esta vida. Caso contrário, sou um grande sortudo. E nenhum outro prêmio seria tão fundamental quanto poder partilhar da convivência com a, agora, sexagenária Maria Izabel. Para tantos, simplesmente, “Bibi”. Posso vir a me tornar algo que ainda nem imagino. Posso assumir posições que ainda nem pensei, mas nada me tornaria mais feliz do que aquilo que já sou, embora não seja o único, sou filho de “Bibi”. E isso me basta até aqui. Mãe, a Senhora merece muitos parabéns! Eu te amo. Mea est sic ratio!
Lindo!! Também sou feliz em ser "nora" da "Bibi" -aliás, nem lembro que ela é "a sogra" - e em testemunhar essa liberdade consciente e consistente, por ela dada, e que resultou em três maravilhosos filhos e em uma aconchegante família que se estende aos milhares de amigos que congrega.
ResponderExcluirParabéns!! Anne