A chuva é um fenômeno natural. Segundo a Wikipédia a chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado líquido sobre a superfície da Terra. A questão é: será um fenômeno imprevisível? Talvez assim o consideremos no que tange à quantidade e ao exato instante de sua ocorrência. Mas é inaceitável pensar que desconhecemos a “época das chuvas”. Qualquer criança mais afortunada com a oportunidade de ir à escola aprende, desde a tenra idade, que essa época é o inverno. No entanto, nossos políticos não sabem disso. Esta é a nossa conclusão.

Basta iniciar o inverno e as chuvas que o caos se instala nas cidades. O primeiro sintoma são os buracos. Na verdade, eles nascem como furos, viram buraquinhos, transformam-se em buracos e, finalmente, evoluem para crateras. Em nosso Estado, a bela Paraíba, a coisa é ainda mais grave, pois o asfalto que se usa por aqui é no mínimo um mistério da química. As más línguas afirmam que se utiliza sonrisal® em sua fórmula. Não dá para sorrir com esse sonrisal® indigesto. A consciência mais sensata talvez aponte para uma dolosa negligência na má prestação dos serviços de pavimentação. A durabilidade de nosso asfalto certamente não atende aos índices apontados pela ciência. O asfalto teria uma durabilidade média de 10 anos. Ressalte-se que já se fala em um asfalto ecológico que duraria 20 anos.*

E a CAGEPA? Obrigado, Senhor pela paciência de todo dia. Ela consegue cavar e mal tapar. Outras vezes, ela recava e piora o aterramento. Em todo caso, é a CAGEPA a responsável por um cíclico processo de desrespeito ao cidadão. Acidentes assim são causados e a evolução buracosa para cratera assim se acelera. Não seria possível cobrar a qualidade do asfalto que rapidamente se degenera? Ou cobrar da CAGEPA e similares a reparação dos danos causados nas vias públicas? No entanto, nossos governantes preferem anunciar as famosas e salvadoras operações tapa-buracos.

Sugiro um novo nome para essas ações: “operações cara-tapa-na-cara”. Relembro o conceito, chuva é um fenômeno
meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado líquido sobre a superfície da Terra. Talvez, eu que esteja sendo precipitado, as operações tapa-buracos não são tão caras assim. Ou são? Ou será que as mesmas empresas que mal asfaltam e muito mal tapam seus buracos são as mesmas doadoras nas campanhas eleitorais? É muita dúvida. Eita, gota! Olhe que essa gota é a serena mesmo, não é de água. Deu vontade de beber algo líquido para esquecer. Só assim esqueço a conta da revisão da suspensão de meu carro, o pneu que estourou e outros presentes que ganhei sem merecer. Afinal, quem sai na chuva é para se molhar. Mas se melar numa chuva de incompetência governamental já é demais. Em quanto uns poucos se chafurdam numa chuva de dinheiro, muitos perdem seus bens e até seus lares, que são dissolvidos na inércia da omissão do Estado. Mea est sic ratio!
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ResponderExcluirO pior é saber que mesmo existindo esse sentimento de revolta e eventualmente externando-o, a máquina Estatal não fará mudança alguma e o Sistema continuará se aproveitando do pacato cidadão brasileiro. CAGEPA? Experimenta colocar no Google as palavras: cagepa + buraco hehehe =D haverá uma chuva de reclamações!
ResponderExcluirVerdade Brunno, só escutamos em crise da CAGEPA. Mas, como? Com um monopólio legal ainda há crise? Sem falar na caixa preta que é toda gestão pública. Éramos para saber e/ou ter acesso a todas informações financeiras e patrimoniais. Temos muito o que evoluir em transparência na gestão da coisa pública. Abraço
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